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24 de fev. de 2014

Crítica: Espetáculo "Tira Meu Fôlego"

Idança - 24 de fevereiro de 2014

    A paixão de "Tira Meu Fôlego"
    Paixão é o tema da novela, do filme hollywoodiano, do anúncio de aromatizador de ar, de inúmeros posts no Facebook e, recentemente, das propagandas que envolvem a tão discutida Copa do Mundo no Brasil.
    Neste contexto de tantos exemplos espetacularizados, seis criadores da dança contemporânea se reuniram em São Paulo para, literalmente, provar que estão loucamente apaixonados.
    Tal tarefa é o mote que envolve “Tira meu Fôlego” – concebido e dirigido por Elisa Ohtake que também atua ao lado de Rodrigo Andreolli, Sheila Ribeiro, Raul Rachou, Cristian Duarte e Eduardo Fukushima.
    Para provar suas respectivas paixões, o elenco se desdobra em solos, onde dançam ao som de hits românticos, correm, saltam, pedem ajuda, falam sobre seus sentimentos e descrevem as alterações físicas

13 de set. de 2013

Crítica: 8ª Bienal SESC de Dança

Idança - 13 de setembro de 2013

    As emergências de uma ação curatorial: refletindo a bienal SESC de dança

    “Contemporâneo é aquele que mantém fixo o olhar no seu tempo, para nele perceber não as luzes, mas o escuro. Todos os tempos são, para quem deles experimenta a contemporaneidade, obscuros. Contemporâneo é, justamente, aquele que sabe ver essa obscuridade, que é capaz de escrever mergulhando a pena nas trevas do presente.”
    O trecho acima foi retirado do livro “O que é o contemporâneo e outros ensaios” do filósofo italiano Giorgio Agamben e se encontra no texto de apresentação da oitava edição da Bienal SESC de Dança.
    De início, parece clara a preocupação da comissão curatorial – Juliano Azevedo, Liliane Soares, Djaine
Daniat, Nirvana Marinho e Valéria Cano Bravi – em indicar ao público e aos profissionais da dança a

22 de fev. de 2013

Crítica: Longa-metragem "Cirque du Soleil: Outros Mundos"

Folha de S.Paulo - 22 de fevereiro de 2013

    Filme do Cirque du Soleil traz detalhes em 3D de acrobacias
    Criaturas fantásticas, paisagens oníricas e muita virtuose é o conjunto básico que forma o ambiente cênico de qualquer apresentação do renomado Cirque du Soleil.
    Toda essa magia, que tornou a trupe canadense mundialmente conhecida, poderá ser vista nos cinemas com o longa-metragem "Cirque du Soleil: Outros Mundos".
    Com direção do cineasta Andrew Adamson ("As Crônicas de Nárnia" e "Shrek") e produção executiva de James Cameron ("Avatar" e "Titanic"), o filme acompanha a trajetória da jovem Mia (Erica Kathleen Linz) à procura do trapezista (Igor Zaripov), por quem ela se apaixona.
    Em sua busca, a jovem mergulha em um mundo paralelo com tendas habitadas por seres incomuns.
    Através da tecnologia 3D, a imersão nos cenários por onde a protagonista perambula é proposta ao

17 de jan. de 2013

Crítica: Espetáculo "Estudos para Claraboia"

Folha de S.Paulo - 17 de janeiro de 2013

    Adaptação perde recursos preciosos do solo original
    Um dos espetáculos mais comentados da cena paulistana de 2012 foi "Claraboia", solo encenado por Morena Nascimento e dirigido por ela e Andreia Yonashiro.
    A ignição primordial da obra foi o deslocamento da perspectiva: o público assistia deitado à bailarina dançar através de um teto de vidro.
    A ótima repercussão estimulou as diretoras a evoluir. Escolheram dez bailarinos, encontraram uma claraboia enorme, no Sesc Belenzinho, e criaram "Estudos para Claraboia". A proposta cênica em grupo também traz o deslocamento da perspectiva e os recursos cênicos do solo, todos em escala maior.
    Porém, com a transformação, perdeu-se o que o solo de Morena tinha de mais precioso: a poética das

16 de jan. de 2013

Crítica: Documentários "Figuras da Dança"

Folha de S.Paulo - 16 de janeiro de 2013

    Documentários da SP Cia. de Dança contam história inédita no país
Novo DVD "Figuras da Dança" apresenta criadores de fora do eixo Rio-São Paulo e de projeção internacional
    Além de toda a rotina de trabalho comum a uma companhia, a SPCD (São Paulo Companhia de Dança) documenta essa arte no Brasil. Desde 2008, produz a série "Figuras da Dança".
    Trata-se de um conjunto de documentários, em que cada vídeo e livreto apresentam vida e carreira de um artista.
    A quinta temporada traz quatro figuras de extrema importância para o cenário brasileiro: Marilene Martins, Edson Claro, Ismael Ivo e Lia Robatto.
    Como um país mestiço, o Brasil tem a multiplicidade na base da formação cultural, e a arte reflete essa

24 de nov. de 2012

Matéria: "Entre" - Mimulus Cia. de Dança

Folha de S.Paulo - 24 de novembro de 2012

    Companhia de dança Mimulus estreia espetáculo 'Entre' em São Paulo
    A mineira Mimulus Cia. de Dança se apresentará nesse final de semana em São Paulo. Será a oportunidade de o público paulistano acompanhar a estreia do espetáculo "Entre".
    O novo trabalho vem junto com a comemoração de 20 anos da companhia que demonstra ter traçado uma carreira coerente na dança.
    O início se deu em 1990, quando foi inaugurada a escola Mimulus Dança de Salão em Belo Horizonte. Dois anos mais tarde, foi fundada a Mimulus Cia. de Dança, e assim, aprofundaram a investigação sobre o encontro da dança de salão com outras linguagens cênicas.
    É nessa contaminação entre as diferentes formas de dançar que a Mimulus se especializou. A exploração

5 de nov. de 2012

Matéria: Espetáculo "Carretel"

Folha de S.Paulo - 5 de novembro de 2012

    "Carretel" aborda dor da perda a partir de um objeto simbólico
    A saudade é a premissa poética que reuniu o jornalista e psicanalista Sergio Ignacio e o coreógrafo Rubens Oliveira na direção do espetáculo de dança "Carretel", que estréia hoje em São Paulo.
    Ao se conhecerem, quando ambos dançavam "Anatomia do Desejo" (2006), do coreógrafo Ivaldo Bertazzo, surgiu a afinidade que, mais tarde, resultaria em uma parceria de trabalho.
    No começo deste ano, a dupla entrou em contato com interessados em participar de uma nova montagem, muitos já haviam tido alguma experiência de dança nos espetáculos ou aulas de Bertazzo.
    Em audição para "Carretel", os diretores selecionaram 33 integrantes com idades entre 20 e 62 anos,

12 de ago. de 2012

Matéria: Aplicativo "Merce Cunningham: 65 Years"

Aplicativo "Merce Cunningham: 65 Years"

    Legado de Cunningham ganha versão digitalizada para iPad
    O norte-americano Merce Cunningham (1919 – 2009) foi um dos coreógrafos mais inventivos que já existiu. É conhecido, principalmente, por ter sido pioneiro em usar recursos tecnológicos na criação de suas coreografias. 
    Inspirada nessa faceta multimídia do artista, na última sexta-feira, a Aperture Foundation lançou nos EUA um aplicativo interativo para iPad, com o título “Merce Cunningham: 65 Years”.
    Esse aplicativo, disponível por 14,99 dólares no site do iTunes App Store, trata-se de uma reunião de

27 de jun. de 2012

Matéria (capa): Nederlands Dans Theater - NDT1

                Folha de S.Paulo - 27 de junho de 2012


    NDT1, célebre companhia de dança de Haia, vem ao país pela 1ª vez com novo diretor
    Após um hiato de 11 anos, uma das principais companhias da história da dança, a holandesa Nederlands Dans Theater 1 (NDT1) volta aos palcos brasileiros.
    As apresentações terão lugar no Rio de Janeiro (hoje e amanhã) e em São Paulo (sábado e domingo).
    Nascida em 1959, a Nederlands Dans Theater tornou-se mundialmente conhecida a partir das criações do célebre diretor tcheco Jiri Kylián, que permaneceu no comando da companhia por 36 anos seguidos.
    Em fins de 2011, Paul Lightfoot assumiu a difícil tarefa de suceder o seu mestre - na década passada, Kylián seguia à frente do grupo, mas sem criar novas coreografias.
    Falando à Folha por telefone de Amsterdam, Lightfoot lembrou a convivência de quase 20 anos
com Kylián.
    "Jiri Kylián não era um ditador, ele queria que os dançarinos se expressassem, pois os via como o centro

Matéria (conteúdo): Nederlands Dans Theater - NDT1

                                        Folha de S.Paulo - 27 de junho de 2012

                               
    Companhia trará elenco completo para Rio e SP
    Em sua breve passagem por Rio e São Paulo, o corpo principal do NDT, o de número 1, apresentará cinco espetáculos que resumem o perfil da companhia holandesa.
    Entre eles, destaca-se o último trabalho assinado por Jili Kylián, "Mémoires d'Oubliettes" (2009), considerada a despedida oficial do ex-diretor. O trabalho aborda de forma poética temas como memória e esquecimento.
   Mesmo possuindo coreógrafos residentes, a NDT1 também costuma encomendar espetáculos a outros profissionais. É o que pode ser visto em "Solo Echo" (2011), da canadense Crystal Pite.
    A temporada brasileira inclui ainda "Speak for Yourself" (1999), "Sehnsucht" (2009) e "Schmetterling"

11 de mai. de 2012

Crítica: "Bachiana nº1" - São Paulo Cia. de Dança

Folha de S.Paulo - 11 de maio de 2012


    Perfil de versatilidade da São Paulo Cia. de Dança esbarra em questão problemática
    A SPCD (São Paulo Companhia de Dança) não possui um coreógrafo fixo e, para criar um repertório versátil, sempre convida criadores renomados.
    Sua mais recente encomenda é o espetáculo "Bachiana nº1", assinado por Rodrigo Pederneiras – coreógrafo do Grupo Corpo –, que trabalhou a partir da obra musical de Heitor Villa-Lobos, a “Bachianas Brasileiras n°1”.
    A linguagem de Pederneiras é um conjunto de movimentos diferentes do balé e, para aprendê-la, é preciso tempo de amadurecimento.
    Logo, surge uma problemática: como é possível em pouco tempo de ensaio condicionar os corpos dos

8 de mai. de 2012

Crítica: Espetáculo "Logos-Diálogos"

     Folha de S. Paulo - 8 de maio de 2012


    As seis suítes de Bach traduzidas em passos de dança
    O diálogo entre a dança e as suítes de Johann Sebastian Bach (1685-1750) é a premissa de “Logos Diálogos”, espetáculo dirigido por Dimos Goudaroulis – violoncelista grego que vive no Brasil desde 1996.
    O músico partiu das seis suítes para violoncelo de Bach, convidando seis coreógrafos para compor uma obra para cada suíte. As três obras iniciais são de autoria de Jorge Garcia, Luis Arrieta e Henrique Rodovalho.
    Por serem pertencentes ao estilo barroco, atribuem às composições de Bach imagens simbólicas ligadas à religiosidade. No espetáculo, essas imagens influenciam as composições coreográficas, os figurinos e
toda a cenografia de Fábio Namatame – além da iluminação, assinada por Joyce Drummond.
    A coreografia de Jorge Garcia é executada por sua própria companhia de dança contemporânea, a

26 de abr. de 2012

Matéria: Virsky - Balé Nacional da Ucrânia

Folha de S. Paulo - 26 de abril de 2012


    Balé exibe tradições da dança ucraniana no Brasil
    Virtuosismo e tradição: essa é a máxima do Virsky, o Balé Nacional da Ucrânia. O grupo de dança folclórica do país, criado em 1937, está em turnê por dez cidades brasileiras e se apresentará em São Paulo na semana que vem, no Theatro Municipal. 
    A turnê integra as comemorações de 20 anos de relações diplomáticas entre Ucrânia e Brasil – o país reúne uma das maiores comunidades ucranianas do mundo. 
    A passagem do Virsky está sendo marcada pela realização de workshops em cada cidade em que o balé se apresenta (seis, até agora). 
    Um dos propósitos é se aproximar do público, principalmente o jovem, para que possa ver de perto a

21 de mar. de 2012

Crítica: "Flutuante" - Cia Flutuante


Folha de S.Paulo - 21 de março de 2012


    Espetáculo explora de forma delicada o prazer e o erotismo
    “Flutuante” é um espetáculo de dança que nos coloca em frente a uma condição muito humana: a relação com o prazer. Como não ser explícito ao tratar de um assunto tão ligado ao erotismo? 
    É com total delicadeza que a coreógrafa Leticia Sekito, brasileira de ascendência japonesa, responde a essa pergunta.
    A Companhia Flutuante, que ela fundou, é um grupo fora dos moldes das companhias tradicionais. Seu elenco não é fixo, e as produções são diversificadas: espetáculos, intervenções e vídeos. 
    Com mais dois intérpretes, o novo trabalho surgiu inspirado nas gravuras japonesas do período Edo (1603-1868), cujo final é o momento considerado o início da era moderna no Japão.
    E, para falar do mundo de entretenimento e prazer que essas gravuras representavam, o grupo combina

5 de mar. de 2012

Matéria: 10ª Tanzplattform - Plataforma Alemã de Dança

Foto: cia. Sasha Waltz & Guests, espetáculo Métamorphoses - © Sebastian Bolesch

(english version at the bottom)

    Tanzplattform: um olhar sobre a produção de dança alemã
    Aconteceu esse ano na cidade de Dresden, na Alemanha, a décima edição da Tanzplattform, a Plataforma Alemã de Dança. Durante quatro dias (23 a 26 de fevereiro) foi possível acompanhar uma seleção de trabalhos produzidos no país.
    A Tanzplattform se adéqua no formato de festival, mas não se encerra nessa moldura. É também um espaço de encontro entre curadores, coreógrafos, bailarinos, produtores, críticos, enfim, profissionais que participam da dança nos vários níveis de sua realização. 
    Em geral, os festivais de dança se definem por suas programações mistas, onde a curadoria faz escolhas que buscam ilustrar um contexto mais amplo. A eleição de critérios que inter-relacionem os trabalhos

15 de dez. de 2011

Crítica: 11º Panorama Sesi de Dança

Folha de S.Paulo - 15 de dezembro de 2011

    Panorama Sesi de Dança apresenta vitrine de diversidade 
    Final de ano é época de fazer balanço dos acontecimentos. Na dança também é assim, algumas mostras são dedicadas às produções recentes e expõem os caminhos trilhados por profissionais da área.
    Nessa lógica, o Panorama Sesi de Dança, em sua 11º edição, reuniu oito espetáculos bem diferentes. Diversidade que dá uma ideia do quanto a dança se expandiu no Brasil e fora dele.
    A boa novidade na edição é a companhia suíça Alias, dirigida pelo brasileiro Guilherme Botelho. O coreógrafo fez carreira na Europa, e até então, é pouco conhecido por aqui.
    Os dois espetáculos trazidos, “Le Poids des Éponges” (2002) e “Sideways Rain” (2010), captam dois momentos distintos de Botelho. O primeiro se aproxima de dança-teatro com recursos surpreendentes,

11 de nov. de 2011

Crítica: "Área Reescrita" - J.Gar.Cia Dança Contemporânea

Foto: J.Gar.Cia Dança Contemporânea em "Área Reescrita" - © Silvia Machado

    Formas de ocupação dos espaços é tema em "Área Reescrita"
   O espaço que a dança ocupa é determinante no seu resultado. Essa sentença se afirma na peça “Área Reescrita” – última produção da J.Gar.Cia de Dança Contemporânea.
    Desde a sua estreia, há um ano, é a terceira vez que o trabalho está em cartaz. Sempre em locais não convencionais. Logo, a cada temporada, o espetáculo se adapta a uma nova instalação. 
    As realocações combinam muito com o assunto que a companhia aborda. Os bailarinos pesquisaram nas ruas de São Paulo: o vai-e-vem dos transeuntes, o barulho polifônico da cidade e as figuras inusitadas. Tudo virou material de criação para as cenas. 
    O lugar dessa vez é o Centro Cultural Rio Verde (os anteriores foram Teatro Oficina e porão do Centro Cultural São Paulo). A primeira parte de “Área...” se passa na varanda do espaço. 
    O público entra e os bailarinos já estão por ali, cumprimentam os conhecidos, observam e caminham. O

25 de out. de 2011

Crítica: "Tatyana" - Cia. de Dança Deborah Colker

Foto: Cia. de Dança Deborah Colker em "Tatyana" - © Jane Hobson

    Virtuose de Colker se mostra sem vigor ao narrar obra clássica
    Assistir um espetáculo da Companhia de Dança Deborah Colker é assitir um grupo que domina um alto nível de dificuldade técnica. O que não garante uma dramaturgia bem-sucedida. 
    “Tatyana”, a nova coreografia de Deborah Colker, é inspirada na obra “Evguêni Oniéguin”, de Aleksandr Serguéievitch Púchkin (1799 - 1837), considerado fundador da literatura russa moderna. 
    O romance trata da narrativa de Oniéguin, um jovem cosmopolita que recusa o amor de Tatyana, uma camponesa. Anos mais tarde, reencontra-a transformada em uma bela dama. Dessa vez ele se apaixona, porém ela está casada. Logo, é a vez dele ser rejeitado. 
    Qualquer semelhança com enredos de novela não é por acaso: a crônica do amor rejeitado se tornou
popular nos folhetins. 
    Presente no imaginário comum, esse tipo de narrativa parece ser de fácil compreensão. Todavia, para a

17 de out. de 2011

Crítica: "Vertical Road" e "Gnosis" - Akram Khan Company

Foto: Akram Khan Company, espetáculo "Vertical Road" - © Richard Haughton


    Dança de Akram Khan se destaca ao falar de espiritualidade
Em passagem rápida por São Paulo, Akram Khan Company apresentou duas excelentes produções
    Religião não se discute. Porém, é fato que o assunto “Deus” se tornou inerente à humanidade. Na dança, poucos artistas ousam tocar essa questão como faz o coreógrafo Akram Khan.
    Com os espetáculos, “Vertical Road” (2010) e “Gnosis” (2009), o britânico de família indiana fala de espiritualidade sem precisar se posicionar contra ou a favor de uma religião específica.
    Inspirado na filosofia Sufi, que resumidamente é um conjunto de práticas rituais realizadas com o intuito de autoconhecimento, Khan buscou a complexidade embutida nesse ambiente para transformá-lo em dança.      “Vertical Road” mostra a ligação do homem com a divindade: os bailarinos fazem movimentos que

29 de set. de 2011

Crítica: "Marguerite e Armand" - Ana Botafogo

Foto: Ana Botafogo e Federico Fernández em "Marguerite e Armand" - © Herique Pontual

    Botafogo se afirma como dama do balé clássico brasileiro
    A bailarina Ana Botafogo (54) esteve em São Paulo para comemorar os seus 35 anos de carreira, e também, 30 anos de atuação como primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. 
    Especialmente para a ocasião, encenou a peça “Marguerite e Armand”, de Frederick Ashton (1904 - 1988), inspirada no livro “A Dama das Camélias” do francês Alexandre Dumas (1824 - 1895).
    A primeira versão do balé foi concebida por Ashton em 1963 e criada por encomenda para as estrelas da época – Margot Fonteyn (1919-1991) e Rudolf Nureyev (1938-1993). 
    Sonho de bailarinas clássicas, dançar obras como “Giselle”, “O Lago dos Cisnes”, “Romeu e Julieta”, “O Quebra-Nozes”, entre outras, peças que estão no repertório da bailarina carioca.
    Para quem no balé fez tantos papéis de donzelas românticas, interpretar a cortesã de “A Dama das