Páginas

Mostrando postagens com marcador Neste Blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Neste Blog. Mostrar todas as postagens

12 de ago. de 2012

Matéria: Aplicativo "Merce Cunningham: 65 Years"

Aplicativo "Merce Cunningham: 65 Years"

    Legado de Cunningham ganha versão digitalizada para iPad
    O norte-americano Merce Cunningham (1919 – 2009) foi um dos coreógrafos mais inventivos que já existiu. É conhecido, principalmente, por ter sido pioneiro em usar recursos tecnológicos na criação de suas coreografias. 
    Inspirada nessa faceta multimídia do artista, na última sexta-feira, a Aperture Foundation lançou nos EUA um aplicativo interativo para iPad, com o título “Merce Cunningham: 65 Years”.
    Esse aplicativo, disponível por 14,99 dólares no site do iTunes App Store, trata-se de uma reunião de

5 de mar. de 2012

Matéria: 10ª Tanzplattform - Plataforma Alemã de Dança

Foto: cia. Sasha Waltz & Guests, espetáculo Métamorphoses - © Sebastian Bolesch

(english version at the bottom)

    Tanzplattform: um olhar sobre a produção de dança alemã
    Aconteceu esse ano na cidade de Dresden, na Alemanha, a décima edição da Tanzplattform, a Plataforma Alemã de Dança. Durante quatro dias (23 a 26 de fevereiro) foi possível acompanhar uma seleção de trabalhos produzidos no país.
    A Tanzplattform se adéqua no formato de festival, mas não se encerra nessa moldura. É também um espaço de encontro entre curadores, coreógrafos, bailarinos, produtores, críticos, enfim, profissionais que participam da dança nos vários níveis de sua realização. 
    Em geral, os festivais de dança se definem por suas programações mistas, onde a curadoria faz escolhas que buscam ilustrar um contexto mais amplo. A eleição de critérios que inter-relacionem os trabalhos

11 de nov. de 2011

Crítica: "Área Reescrita" - J.Gar.Cia Dança Contemporânea

Foto: J.Gar.Cia Dança Contemporânea em "Área Reescrita" - © Silvia Machado

    Formas de ocupação dos espaços é tema em "Área Reescrita"
   O espaço que a dança ocupa é determinante no seu resultado. Essa sentença se afirma na peça “Área Reescrita” – última produção da J.Gar.Cia de Dança Contemporânea.
    Desde a sua estreia, há um ano, é a terceira vez que o trabalho está em cartaz. Sempre em locais não convencionais. Logo, a cada temporada, o espetáculo se adapta a uma nova instalação. 
    As realocações combinam muito com o assunto que a companhia aborda. Os bailarinos pesquisaram nas ruas de São Paulo: o vai-e-vem dos transeuntes, o barulho polifônico da cidade e as figuras inusitadas. Tudo virou material de criação para as cenas. 
    O lugar dessa vez é o Centro Cultural Rio Verde (os anteriores foram Teatro Oficina e porão do Centro Cultural São Paulo). A primeira parte de “Área...” se passa na varanda do espaço. 
    O público entra e os bailarinos já estão por ali, cumprimentam os conhecidos, observam e caminham. O

25 de out. de 2011

Crítica: "Tatyana" - Cia. de Dança Deborah Colker

Foto: Cia. de Dança Deborah Colker em "Tatyana" - © Jane Hobson

    Virtuose de Colker se mostra sem vigor ao narrar obra clássica
    Assistir um espetáculo da Companhia de Dança Deborah Colker é assitir um grupo que domina um alto nível de dificuldade técnica. O que não garante uma dramaturgia bem-sucedida. 
    “Tatyana”, a nova coreografia de Deborah Colker, é inspirada na obra “Evguêni Oniéguin”, de Aleksandr Serguéievitch Púchkin (1799 - 1837), considerado fundador da literatura russa moderna. 
    O romance trata da narrativa de Oniéguin, um jovem cosmopolita que recusa o amor de Tatyana, uma camponesa. Anos mais tarde, reencontra-a transformada em uma bela dama. Dessa vez ele se apaixona, porém ela está casada. Logo, é a vez dele ser rejeitado. 
    Qualquer semelhança com enredos de novela não é por acaso: a crônica do amor rejeitado se tornou
popular nos folhetins. 
    Presente no imaginário comum, esse tipo de narrativa parece ser de fácil compreensão. Todavia, para a

17 de out. de 2011

Crítica: "Vertical Road" e "Gnosis" - Akram Khan Company

Foto: Akram Khan Company, espetáculo "Vertical Road" - © Richard Haughton


    Dança de Akram Khan se destaca ao falar de espiritualidade
Em passagem rápida por São Paulo, Akram Khan Company apresentou duas excelentes produções
    Religião não se discute. Porém, é fato que o assunto “Deus” se tornou inerente à humanidade. Na dança, poucos artistas ousam tocar essa questão como faz o coreógrafo Akram Khan.
    Com os espetáculos, “Vertical Road” (2010) e “Gnosis” (2009), o britânico de família indiana fala de espiritualidade sem precisar se posicionar contra ou a favor de uma religião específica.
    Inspirado na filosofia Sufi, que resumidamente é um conjunto de práticas rituais realizadas com o intuito de autoconhecimento, Khan buscou a complexidade embutida nesse ambiente para transformá-lo em dança.      “Vertical Road” mostra a ligação do homem com a divindade: os bailarinos fazem movimentos que

29 de set. de 2011

Crítica: "Marguerite e Armand" - Ana Botafogo

Foto: Ana Botafogo e Federico Fernández em "Marguerite e Armand" - © Herique Pontual

    Botafogo se afirma como dama do balé clássico brasileiro
    A bailarina Ana Botafogo (54) esteve em São Paulo para comemorar os seus 35 anos de carreira, e também, 30 anos de atuação como primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. 
    Especialmente para a ocasião, encenou a peça “Marguerite e Armand”, de Frederick Ashton (1904 - 1988), inspirada no livro “A Dama das Camélias” do francês Alexandre Dumas (1824 - 1895).
    A primeira versão do balé foi concebida por Ashton em 1963 e criada por encomenda para as estrelas da época – Margot Fonteyn (1919-1991) e Rudolf Nureyev (1938-1993). 
    Sonho de bailarinas clássicas, dançar obras como “Giselle”, “O Lago dos Cisnes”, “Romeu e Julieta”, “O Quebra-Nozes”, entre outras, peças que estão no repertório da bailarina carioca.
    Para quem no balé fez tantos papéis de donzelas românticas, interpretar a cortesã de “A Dama das