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8 de mai. de 2012

Crítica: Espetáculo "Logos-Diálogos"

     Folha de S. Paulo - 8 de maio de 2012


    As seis suítes de Bach traduzidas em passos de dança
    O diálogo entre a dança e as suítes de Johann Sebastian Bach (1685-1750) é a premissa de “Logos Diálogos”, espetáculo dirigido por Dimos Goudaroulis – violoncelista grego que vive no Brasil desde 1996.
    O músico partiu das seis suítes para violoncelo de Bach, convidando seis coreógrafos para compor uma obra para cada suíte. As três obras iniciais são de autoria de Jorge Garcia, Luis Arrieta e Henrique Rodovalho.
    Por serem pertencentes ao estilo barroco, atribuem às composições de Bach imagens simbólicas ligadas à religiosidade. No espetáculo, essas imagens influenciam as composições coreográficas, os figurinos e
toda a cenografia de Fábio Namatame – além da iluminação, assinada por Joyce Drummond.
    A coreografia de Jorge Garcia é executada por sua própria companhia de dança contemporânea, a

25 de out. de 2011

Crítica: "Tatyana" - Cia. de Dança Deborah Colker

Foto: Cia. de Dança Deborah Colker em "Tatyana" - © Jane Hobson

    Virtuose de Colker se mostra sem vigor ao narrar obra clássica
    Assistir um espetáculo da Companhia de Dança Deborah Colker é assitir um grupo que domina um alto nível de dificuldade técnica. O que não garante uma dramaturgia bem-sucedida. 
    “Tatyana”, a nova coreografia de Deborah Colker, é inspirada na obra “Evguêni Oniéguin”, de Aleksandr Serguéievitch Púchkin (1799 - 1837), considerado fundador da literatura russa moderna. 
    O romance trata da narrativa de Oniéguin, um jovem cosmopolita que recusa o amor de Tatyana, uma camponesa. Anos mais tarde, reencontra-a transformada em uma bela dama. Dessa vez ele se apaixona, porém ela está casada. Logo, é a vez dele ser rejeitado. 
    Qualquer semelhança com enredos de novela não é por acaso: a crônica do amor rejeitado se tornou
popular nos folhetins. 
    Presente no imaginário comum, esse tipo de narrativa parece ser de fácil compreensão. Todavia, para a