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26 de abr. de 2012

Matéria: Virsky - Balé Nacional da Ucrânia

Folha de S. Paulo - 26 de abril de 2012


    Balé exibe tradições da dança ucraniana no Brasil
    Virtuosismo e tradição: essa é a máxima do Virsky, o Balé Nacional da Ucrânia. O grupo de dança folclórica do país, criado em 1937, está em turnê por dez cidades brasileiras e se apresentará em São Paulo na semana que vem, no Theatro Municipal. 
    A turnê integra as comemorações de 20 anos de relações diplomáticas entre Ucrânia e Brasil – o país reúne uma das maiores comunidades ucranianas do mundo. 
    A passagem do Virsky está sendo marcada pela realização de workshops em cada cidade em que o balé se apresenta (seis, até agora). 
    Um dos propósitos é se aproximar do público, principalmente o jovem, para que possa ver de perto a

21 de mar. de 2012

Crítica: "Flutuante" - Cia Flutuante


Folha de S.Paulo - 21 de março de 2012


    Espetáculo explora de forma delicada o prazer e o erotismo
    “Flutuante” é um espetáculo de dança que nos coloca em frente a uma condição muito humana: a relação com o prazer. Como não ser explícito ao tratar de um assunto tão ligado ao erotismo? 
    É com total delicadeza que a coreógrafa Leticia Sekito, brasileira de ascendência japonesa, responde a essa pergunta.
    A Companhia Flutuante, que ela fundou, é um grupo fora dos moldes das companhias tradicionais. Seu elenco não é fixo, e as produções são diversificadas: espetáculos, intervenções e vídeos. 
    Com mais dois intérpretes, o novo trabalho surgiu inspirado nas gravuras japonesas do período Edo (1603-1868), cujo final é o momento considerado o início da era moderna no Japão.
    E, para falar do mundo de entretenimento e prazer que essas gravuras representavam, o grupo combina

5 de mar. de 2012

Matéria: 10ª Tanzplattform - Plataforma Alemã de Dança

Foto: cia. Sasha Waltz & Guests, espetáculo Métamorphoses - © Sebastian Bolesch

(english version at the bottom)

    Tanzplattform: um olhar sobre a produção de dança alemã
    Aconteceu esse ano na cidade de Dresden, na Alemanha, a décima edição da Tanzplattform, a Plataforma Alemã de Dança. Durante quatro dias (23 a 26 de fevereiro) foi possível acompanhar uma seleção de trabalhos produzidos no país.
    A Tanzplattform se adéqua no formato de festival, mas não se encerra nessa moldura. É também um espaço de encontro entre curadores, coreógrafos, bailarinos, produtores, críticos, enfim, profissionais que participam da dança nos vários níveis de sua realização. 
    Em geral, os festivais de dança se definem por suas programações mistas, onde a curadoria faz escolhas que buscam ilustrar um contexto mais amplo. A eleição de critérios que inter-relacionem os trabalhos

15 de dez. de 2011

Crítica: 11º Panorama Sesi de Dança

Folha de S.Paulo - 15 de dezembro de 2011

    Panorama Sesi de Dança apresenta vitrine de diversidade 
    Final de ano é época de fazer balanço dos acontecimentos. Na dança também é assim, algumas mostras são dedicadas às produções recentes e expõem os caminhos trilhados por profissionais da área.
    Nessa lógica, o Panorama Sesi de Dança, em sua 11º edição, reuniu oito espetáculos bem diferentes. Diversidade que dá uma ideia do quanto a dança se expandiu no Brasil e fora dele.
    A boa novidade na edição é a companhia suíça Alias, dirigida pelo brasileiro Guilherme Botelho. O coreógrafo fez carreira na Europa, e até então, é pouco conhecido por aqui.
    Os dois espetáculos trazidos, “Le Poids des Éponges” (2002) e “Sideways Rain” (2010), captam dois momentos distintos de Botelho. O primeiro se aproxima de dança-teatro com recursos surpreendentes,

11 de nov. de 2011

Crítica: "Área Reescrita" - J.Gar.Cia Dança Contemporânea

Foto: J.Gar.Cia Dança Contemporânea em "Área Reescrita" - © Silvia Machado

    Formas de ocupação dos espaços é tema em "Área Reescrita"
   O espaço que a dança ocupa é determinante no seu resultado. Essa sentença se afirma na peça “Área Reescrita” – última produção da J.Gar.Cia de Dança Contemporânea.
    Desde a sua estreia, há um ano, é a terceira vez que o trabalho está em cartaz. Sempre em locais não convencionais. Logo, a cada temporada, o espetáculo se adapta a uma nova instalação. 
    As realocações combinam muito com o assunto que a companhia aborda. Os bailarinos pesquisaram nas ruas de São Paulo: o vai-e-vem dos transeuntes, o barulho polifônico da cidade e as figuras inusitadas. Tudo virou material de criação para as cenas. 
    O lugar dessa vez é o Centro Cultural Rio Verde (os anteriores foram Teatro Oficina e porão do Centro Cultural São Paulo). A primeira parte de “Área...” se passa na varanda do espaço. 
    O público entra e os bailarinos já estão por ali, cumprimentam os conhecidos, observam e caminham. O

25 de out. de 2011

Crítica: "Tatyana" - Cia. de Dança Deborah Colker

Foto: Cia. de Dança Deborah Colker em "Tatyana" - © Jane Hobson

    Virtuose de Colker se mostra sem vigor ao narrar obra clássica
    Assistir um espetáculo da Companhia de Dança Deborah Colker é assitir um grupo que domina um alto nível de dificuldade técnica. O que não garante uma dramaturgia bem-sucedida. 
    “Tatyana”, a nova coreografia de Deborah Colker, é inspirada na obra “Evguêni Oniéguin”, de Aleksandr Serguéievitch Púchkin (1799 - 1837), considerado fundador da literatura russa moderna. 
    O romance trata da narrativa de Oniéguin, um jovem cosmopolita que recusa o amor de Tatyana, uma camponesa. Anos mais tarde, reencontra-a transformada em uma bela dama. Dessa vez ele se apaixona, porém ela está casada. Logo, é a vez dele ser rejeitado. 
    Qualquer semelhança com enredos de novela não é por acaso: a crônica do amor rejeitado se tornou
popular nos folhetins. 
    Presente no imaginário comum, esse tipo de narrativa parece ser de fácil compreensão. Todavia, para a

17 de out. de 2011

Crítica: "Vertical Road" e "Gnosis" - Akram Khan Company

Foto: Akram Khan Company, espetáculo "Vertical Road" - © Richard Haughton


    Dança de Akram Khan se destaca ao falar de espiritualidade
Em passagem rápida por São Paulo, Akram Khan Company apresentou duas excelentes produções
    Religião não se discute. Porém, é fato que o assunto “Deus” se tornou inerente à humanidade. Na dança, poucos artistas ousam tocar essa questão como faz o coreógrafo Akram Khan.
    Com os espetáculos, “Vertical Road” (2010) e “Gnosis” (2009), o britânico de família indiana fala de espiritualidade sem precisar se posicionar contra ou a favor de uma religião específica.
    Inspirado na filosofia Sufi, que resumidamente é um conjunto de práticas rituais realizadas com o intuito de autoconhecimento, Khan buscou a complexidade embutida nesse ambiente para transformá-lo em dança.      “Vertical Road” mostra a ligação do homem com a divindade: os bailarinos fazem movimentos que